Dubai Telegraph - Brasil não vai evitar debate sobre combustíveis fósseis na COP30

EUR -
AED 4.037723
AFN 78.405346
ALL 98.420291
AMD 430.063576
ANG 1.967954
AOA 1006.947624
ARS 1179.886018
AUD 1.807638
AWG 1.978718
AZN 1.867362
BAM 1.942096
BBD 2.211255
BDT 133.080933
BGN 1.954622
BHD 0.414334
BIF 3255.513116
BMD 1.099288
BND 1.46436
BOB 7.56914
BRL 6.372358
BSD 1.095103
BTN 93.431266
BWP 15.252046
BYN 3.584442
BYR 21546.045319
BZD 2.199837
CAD 1.560626
CDF 3158.254105
CHF 0.942092
CLF 0.027613
CLP 1059.702983
CNY 8.004521
CNH 8.009033
COP 4635.367821
CRC 553.940027
CUC 1.099288
CUP 29.131133
CVE 109.495349
CZK 25.193457
DJF 195.023683
DKK 7.460197
DOP 69.153158
DZD 146.804392
EGP 55.617155
ERN 16.48932
ETB 144.337093
FJD 2.54474
FKP 0.838408
GBP 0.84903
GEL 3.023354
GGP 0.838408
GHS 17.024058
GIP 0.838408
GMD 79.302206
GNF 9504.38923
GTQ 8.457027
GYD 229.952518
HKD 8.547168
HNL 28.11702
HRK 7.532764
HTG 143.780006
HUF 400.567225
IDR 18406.998962
ILS 4.107435
IMP 0.838408
INR 93.811211
IQD 1436.22734
IRR 46540.544582
ISK 143.530896
JEP 0.838408
JMD 172.691987
JOD 0.779382
JPY 160.205849
KES 142.070065
KGS 95.299876
KHR 4365.927003
KMF 489.345406
KPW 989.2802
KRW 1595.478081
KWD 0.338158
KYD 0.914124
KZT 551.751806
LAK 23752.230091
LBP 98435.221736
LKR 324.493107
LRD 219.617313
LSL 20.600601
LTL 3.245911
LVL 0.664948
LYD 5.301262
MAD 10.461542
MDL 19.680364
MGA 5091.764792
MKD 61.846595
MMK 2308.005039
MNT 3852.70846
MOP 8.805893
MRU 43.598454
MUR 49.875785
MVR 16.974212
MWK 1903.971347
MXN 22.497397
MYR 4.88372
MZN 70.225378
NAD 20.600601
NGN 1688.641626
NIO 40.404225
NOK 11.792777
NPR 150.168296
NZD 1.95852
OMR 0.423173
PAB 1.099288
PEN 4.030369
PGK 4.513916
PHP 62.717814
PKR 307.785903
PLN 4.205052
PYG 8725.050394
QAR 4.001442
RON 4.951813
RSD 116.524798
RUB 92.431316
RWF 1557.89252
SAR 4.122563
SBD 9.343154
SCR 15.750661
SDG 659.987561
SEK 11.006852
SGD 1.467226
SHP 0.863868
SLE 25.008714
SLL 23051.521461
SOS 626.240165
SRD 40.195204
STD 22753.042694
SVC 9.618903
SYP 14292.301853
SZL 20.600601
THB 37.493751
TJS 11.964127
TMT 3.845056
TND 3.358629
TOP 2.647431
TRY 41.776116
TTD 7.422472
TWD 36.361535
TZS 2917.860209
UAH 45.384397
UGX 4014.640468
USD 1.099288
UYU 46.504626
UZS 14189.63069
VES 76.997561
VND 28367.538939
VUV 135.878891
WST 3.104262
XAF 652.460541
XAG 0.036881
XAU 0.000361
XCD 2.976062
XDR 0.82882
XOF 652.460541
XPF 119.331742
YER 270.29784
ZAR 20.931049
ZMK 9894.911968
ZMW 30.735254
ZWL 353.970296
Brasil não vai evitar debate sobre combustíveis fósseis na COP30
Brasil não vai evitar debate sobre combustíveis fósseis na COP30 / foto: Alexander Nemenov - AFP/Arquivos

Brasil não vai evitar debate sobre combustíveis fósseis na COP30

O Brasil não vai evitar o debate sobre o abandono progressivo dos combustíveis fósseis como anfitrião da COP30 no próximo ano, apesar de ser um grande produtor de petróleo, afirmou à AFP a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente.

Tamanho do texto:

Ana Toni disse que o Brasil quer estimular um "debate" global sobre como transformar a prometida redução gradual dos combustíveis fósseis em ação, incluindo possíveis impostos sobre o carvão, petróleo e gás.

"Esta deve ser uma transição justa para interromper os combustíveis fósseis", disse Ana Toni em uma entrevista à AFP durante a COP29 no Azerbaijão.

"Nunca evitaremos discussões tão importantes porque são do nosso próprio interesse", declarou.

A COP30 acontecerá em 2025 na cidade de Belém (Pará) e será a terceira reunião de cúpula consecutiva sobre negociações climáticas da ONU em um país que planeja expandir a produção nacional de combustíveis fósseis.

O Brasil, maior produtor de petróleo da América Latina, sucederá a COP29 no Azerbaijão, país rico em petróleo e gás natural, e a COP28 do ano passado nos Emirados Árabes Unidos.

Alguns líderes da luta contra a mudança climática pediram na semana passada que as COPs não aconteçam mais em países que não apoiam a eliminação gradual de sua própria produção de combustíveis fósseis, os principais fatores do aquecimento global.

Ana Toni, que já foi consultora do Greenpeace e da ActionAid, disse que o Brasil sempre foi um defensor da causa climática e continuará "liderando pelo exemplo".

"Fomos os primeiros a dizer: vamos parar com o desmatamento. E faremos o mesmo com os combustíveis fósseis", disse Toni, que também lidera a delegação do Brasil na COP29.

"Mas esse acordo precisa ser feito em conjunto com os outros países, e o Brasil vai ter um papel muito, muito importante na pressão para conseguir que outros países o façam".

- Nada a provar -

Quase 200 países concordaram no ano passado, na COP28 de Dubai, com o abandono progressivo dos combustíveis fósseis.

Mas o consumo de carvão, petróleo e gás atingiu níveis máximos em 2024 e os esforços para avançar na transição enfrentaram a oposição política na COP deste ano em Baku.

Toni disse que o Brasil compartilha "contradições" semelhantes às dos Estados Unidos e da Noruega, ambos produtores de combustíveis fósseis, que também defendem cortes nas emissões globais.

Ela disse que o país pressiona outras nações a considerarem como enfrentar o uso de combustíveis fósseis por meio de impostos ou do fim dos subsídios.

Antes da COP30 em Belém, todas as nações devem apresentar planos atualizados para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa.

No mês passado, a ONU alertou que os planos nacionais atuais estão "muito distantes" do necessário para evitar as consequências graves das mudanças climáticas.

Antes da COP29, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que reduziria as emissões de forma mais drástica do que havia antecipado.

Ativistas ambientais afirmam que o Brasil ainda não fez o suficiente, mas Ana Toni defende que o país tem o plano mais ambicioso de qualquer nação em desenvolvimento.

"Não temos nada a provar a ninguém", disse.

Antes da COP30, no entanto, ela deve ajudar a acabar com o impasse na COP29, onde foi designada ao lado do secretário de Estado para Energia do Reino Unido, Ed Miliband, para conseguir um acordo de financiamento até sexta-feira (22), data de encerramento da cúpula.

A brasileira alerta que não alcançar um acordo sobre o financiamento da transição energética e das adaptações climáticas para os países em desenvolvimento pode esvaziar a ação climática global.

"Isso é exatamente o que não queremos que aconteça. Portanto, o sucesso da COP30 depende do sucesso de uma boa COP29", afirmou.

A.El-Nayady--DT