Dubai Telegraph - Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação

EUR -
AED 4.049778
AFN 78.834299
ALL 99.033342
AMD 431.456343
ANG 1.973823
AOA 1005.540147
ARS 1184.510488
AUD 1.740106
AWG 1.984619
AZN 1.871047
BAM 1.951157
BBD 2.225918
BDT 133.95119
BGN 1.953417
BHD 0.415629
BIF 3226.660051
BMD 1.102566
BND 1.473074
BOB 7.618042
BRL 6.190801
BSD 1.102437
BTN 94.108603
BWP 15.256919
BYN 3.607729
BYR 21610.297969
BZD 2.214448
CAD 1.554541
CDF 3167.672699
CHF 0.949657
CLF 0.027281
CLP 1046.908381
CNY 8.028391
CNH 8.030442
COP 4581.504452
CRC 555.45727
CUC 1.102566
CUP 29.218005
CVE 110.006211
CZK 25.045922
DJF 195.947771
DKK 7.461959
DOP 69.623267
DZD 146.912551
EGP 55.769964
ERN 16.538493
ETB 145.130438
FJD 2.566609
FKP 0.849767
GBP 0.842206
GEL 3.042781
GGP 0.849767
GHS 17.089472
GIP 0.849767
GMD 78.830087
GNF 9541.515201
GTQ 8.509592
GYD 230.665979
HKD 8.575705
HNL 28.207398
HRK 7.54001
HTG 144.267713
HUF 403.661068
IDR 18465.889357
ILS 4.082247
IMP 0.849767
INR 94.030872
IQD 1444.233926
IRR 46431.844181
ISK 144.314781
JEP 0.849767
JMD 173.672773
JOD 0.781606
JPY 161.04578
KES 142.506807
KGS 95.60528
KHR 4409.646484
KMF 500.014042
KPW 992.369183
KRW 1600.661596
KWD 0.339262
KYD 0.918627
KZT 552.612033
LAK 23885.559894
LBP 98786.765454
LKR 327.39557
LRD 220.466371
LSL 20.781097
LTL 3.255591
LVL 0.666932
LYD 5.33219
MAD 10.487244
MDL 19.686991
MGA 5027.940557
MKD 61.511679
MMK 2314.787019
MNT 3851.769118
MOP 8.833576
MRU 43.813776
MUR 50.023376
MVR 16.990372
MWK 1911.842309
MXN 22.023316
MYR 4.897654
MZN 70.451818
NAD 20.780251
NGN 1695.23982
NIO 40.564638
NOK 11.404074
NPR 150.576289
NZD 1.901293
OMR 0.424466
PAB 1.102556
PEN 4.048086
PGK 4.549174
PHP 62.857624
PKR 309.248804
PLN 4.227851
PYG 8845.546281
QAR 4.019435
RON 4.978193
RSD 117.17297
RUB 92.685108
RWF 1572.964625
SAR 4.136492
SBD 9.180809
SCR 15.773594
SDG 662.092022
SEK 10.787111
SGD 1.473199
SHP 0.866444
SLE 25.171542
SLL 23120.263604
SOS 630.003648
SRD 40.298877
STD 22820.894741
SVC 9.647255
SYP 14336.339478
SZL 20.788701
THB 37.64133
TJS 12.001035
TMT 3.870007
TND 3.373498
TOP 2.582323
TRY 41.871279
TTD 7.474586
TWD 36.451059
TZS 2924.510568
UAH 45.517981
UGX 4017.56488
USD 1.102566
UYU 46.573677
UZS 14239.435486
VES 77.098718
VND 28451.721382
VUV 136.24344
WST 3.123386
XAF 654.272445
XAG 0.034516
XAU 0.000355
XCD 2.97974
XDR 0.825967
XOF 654.373081
XPF 119.331742
YER 270.845622
ZAR 20.688194
ZMK 9924.417531
ZMW 30.622794
ZWL 355.025874
Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação
Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação / foto: Sergei GAPON - AFP

Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação

Vários dos sobreviventes de Auschwitz voltaram, nesta segunda-feira (27), ao campo de extermínio nazista e denunciaram o "grande aumento" do antissemitismo por ocasião dos 80 anos de libertação deste símbolo abominável do Holocausto.

Tamanho do texto:

Auschwitz foi o maior campo de extermínio construído pela Alemanha nazista. Um milhão de judeus e mais de 100 mil pessoas não judias morreram ali entre 1940 e 1945.

Meia centena de sobreviventes se posicionaram, nesta segunda, na entrada do campo de Auschwitz-Birkenau, ao lado do rei Charles III da Inglaterra; do presidente francês, Emmanuel Macron, e dezenas de outros dirigentes.

Marian Turski, Tova Friedman, Leon Weintraub e Janina Iwanska foram os escolhidos para falar sobre o que significou estar ali.

"Hoje estamos vendo um grande aumento do antissemitismo, embora tenha sido precisamente o antissemitismo que levou ao Holocausto", alertou Turski, de 98 anos, diante de um dos vagões de gado usados para transportar as vítimas para Auschwitz.

- "Antissemitismo galopante" -

Friedman, de 86 anos, denunciou uma realidade em que "nossos valores judaico-cristãos foram ofuscados em todo o mundo pelos preconceitos, o medo, a desconfiança e o extremismo, e o antissemitismo galopante que se espalha entre as nações".

Weintraub, um médico sueco de 99 anos, nascido na Polônia, condenou a proliferação dos movimentos de inspiração nazista na Europa.

O presidente do Conselho Judaico Mundial, Ronald Lauder, assinalou que os horrores de Auschwitz e o ataque do grupo islamista palestino Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, foram inspirados no "ódio ancestral aos judeus".

"Hoje temos que nos comprometer a nunca nos calar diante do antissemitismo ou de qualquer outra forma de ódio", disse.

Alguns sobreviventes vestiam gorros e lenços listrados azuis e brancos, em alusão a seus antigos uniformes. Aos pés do muro, que tocaram silenciosamente com uma das mãos, acenderam velas em memória dos mortos.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, que esteve entre os dirigentes presentes, disse que o mundo "deve se unir para impedir a vitória do mal", declarações interpretadas como uma alusão à Rússia.

Já o presidente russo, Vladimir Putin, prestou homenagem aos soldados soviéticos, que venceram "um mal terrível e total" ao libertar o campo, em mensagem publicada pelo Kremlin.

Esta será a última comemoração de uma década com um grupo tão grande de sobreviventes, lamentaram os organizadores.

"Todos sabemos que em dez anos não será possível ter um grupo tão grande para o 90º aniversário", disse Pawel Sawicki, porta-voz do museu de Auschwitz.

Com o falecimento de muitos dos sobreviventes do Holocausto, "a responsabilidade da memória recai muito mais sobre nós e as gerações futuras", declarou Charles III em visita ao centro judaico de Cracóvia.

- "Para que a História não nos esqueça" -

O campo foi construído em 1940 na cidade de Oswiecim, no sul da Polônia. Os nazistas trocaram seu nome para Auschwitz.

Os primeiros 728 prisioneiros políticos poloneses chegaram em 14 de junho naquele ano.

Em 17 de janeiro de 1945, diante do avanço das tropas soviéticas, os nazistas obrigaram 60 mil prisioneiros a caminhar para o oeste, no que ficou conhecido como a "Marcha da Morte".

Entre 21 e 26 de janeiro, os alemães destruíram as câmaras de gás e os crematórios e se retiraram antes da chegada dos soviéticos.

Quando as tropas do Exército vermelho chegaram, em 27 de janeiro, encontraram 7 mil sobreviventes.

Antes do aniversário, nesta segunda-feira, cerca de 40 sobreviventes dos campos nazistas falaram com a AFP.

Em 15 países, de Israel à Polônia, da Rússia à Argentina, do Canadá à África do Sul, os sobreviventes contaram suas histórias.

"Como o mundo pôde permitir Auschwitz?", questionou, no Chile, Marta Neuwirth, de 95 anos. Ela tinha 15 quando foi enviada da Hungria para Auschwitz.

Esther Senot, de 97 anos, voltou em dezembro a Birkenau com estudantes secundaristas franceses, durante o rigoroso inverno polonês.

Senot cumpriu, assim, com uma promessa feita em 1944 à sua irmã, Fanny, que prostrada e tossindo sangue, pediu-lhe com seu último suspiro: "Conte o que aconteceu conosco (...) para que a História não nos esqueça".

H.Nadeem--DT