Dubai Telegraph - Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'

EUR -
AED 4.049778
AFN 78.834299
ALL 99.033342
AMD 431.456343
ANG 1.973823
AOA 1005.540147
ARS 1184.510488
AUD 1.740106
AWG 1.984619
AZN 1.871047
BAM 1.951157
BBD 2.225918
BDT 133.95119
BGN 1.953417
BHD 0.415629
BIF 3226.660051
BMD 1.102566
BND 1.473074
BOB 7.618042
BRL 6.190801
BSD 1.102437
BTN 94.108603
BWP 15.256919
BYN 3.607729
BYR 21610.297969
BZD 2.214448
CAD 1.554541
CDF 3167.672699
CHF 0.949657
CLF 0.027281
CLP 1046.908381
CNY 8.028391
CNH 8.030442
COP 4581.504452
CRC 555.45727
CUC 1.102566
CUP 29.218005
CVE 110.006211
CZK 25.045922
DJF 195.947771
DKK 7.461959
DOP 69.623267
DZD 146.912551
EGP 55.769964
ERN 16.538493
ETB 145.130438
FJD 2.566609
FKP 0.849767
GBP 0.842206
GEL 3.042781
GGP 0.849767
GHS 17.089472
GIP 0.849767
GMD 78.830087
GNF 9541.515201
GTQ 8.509592
GYD 230.665979
HKD 8.575705
HNL 28.207398
HRK 7.54001
HTG 144.267713
HUF 403.661068
IDR 18465.889357
ILS 4.082247
IMP 0.849767
INR 94.030872
IQD 1444.233926
IRR 46431.844181
ISK 144.314781
JEP 0.849767
JMD 173.672773
JOD 0.781606
JPY 161.04578
KES 142.506807
KGS 95.60528
KHR 4409.646484
KMF 500.014042
KPW 992.369183
KRW 1600.661596
KWD 0.339262
KYD 0.918627
KZT 552.612033
LAK 23885.559894
LBP 98786.765454
LKR 327.39557
LRD 220.466371
LSL 20.781097
LTL 3.255591
LVL 0.666932
LYD 5.33219
MAD 10.487244
MDL 19.686991
MGA 5027.940557
MKD 61.511679
MMK 2314.787019
MNT 3851.769118
MOP 8.833576
MRU 43.813776
MUR 50.023376
MVR 16.990372
MWK 1911.842309
MXN 22.023316
MYR 4.897654
MZN 70.451818
NAD 20.780251
NGN 1695.23982
NIO 40.564638
NOK 11.404074
NPR 150.576289
NZD 1.901293
OMR 0.424466
PAB 1.102556
PEN 4.048086
PGK 4.549174
PHP 62.857624
PKR 309.248804
PLN 4.227851
PYG 8845.546281
QAR 4.019435
RON 4.978193
RSD 117.17297
RUB 92.685108
RWF 1572.964625
SAR 4.136492
SBD 9.180809
SCR 15.773594
SDG 662.092022
SEK 10.787111
SGD 1.473199
SHP 0.866444
SLE 25.171542
SLL 23120.263604
SOS 630.003648
SRD 40.298877
STD 22820.894741
SVC 9.647255
SYP 14336.339478
SZL 20.788701
THB 37.64133
TJS 12.001035
TMT 3.870007
TND 3.373498
TOP 2.582323
TRY 41.871279
TTD 7.474586
TWD 36.451059
TZS 2924.510568
UAH 45.517981
UGX 4017.56488
USD 1.102566
UYU 46.573677
UZS 14239.435486
VES 77.098718
VND 28451.721382
VUV 136.24344
WST 3.123386
XAF 654.272445
XAG 0.034516
XAU 0.000355
XCD 2.97974
XDR 0.825967
XOF 654.373081
XPF 119.331742
YER 270.845622
ZAR 20.688194
ZMK 9924.417531
ZMW 30.622794
ZWL 355.025874
Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'
Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá' / foto: PHIL MOORE - AFP

Cortes na USAID geram pânico na África: 'Muita gente morrerá'

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de congelar a ajuda externa causou pânico entre os trabalhadores humanitários na África, que temem, por exemplo, que os programas de tratamento experimental para pessoas que vivem com HIV possam ser interrompidos.

Tamanho do texto:

O presidente republicano ordenou o congelamento da ajuda externa na semana passada. Seu polêmico conselheiro Elon Musk, chefe do departamento de eficiência do governo, vangloriou-se de que eles iriam fazer com que a enorme agência humanitária dos EUA, a USAID, “passasse pelo triturador”.

Isso significa uma suspensão de 90 dias do trabalho do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da aids (PEPFAR), que atende a mais de 20 milhões de pacientes e emprega 270.000 profissionais de saúde, de acordo com uma análise da Fundação Americana para Pesquisa da aids (amfAR).

Entre outras funções, o PEPFAR atualmente fornece tratamento antirretroviral a cerca de 680.000 mulheres grávidas com HIV para cuidar de sua saúde e evitar a transmissão do vírus para seus filhos, diz a fundação.

“Com uma paralisação de 90 dias, estimamos que isso significará que 135.987 bebês serão infectados pelo HIV”, alerta.

O secretário de Estado Marco Rubio, nomeado diretor interino da USAID, especificou que “tratamentos que salvam vidas” serão isentos da suspensão.

Mas os trabalhadores que atuam na África reclamam que as instalações já fecharam.

Aghan Daniel, chefe de uma equipe de jornalistas científicos financiada pela USAID no Quênia, reclama que os projetos foram interrompidos abruptamente, mesmo para pacientes em meio a tratamentos experimentais.

Ele cita o exemplo do projeto MOSAIC, financiado pelo PEPFAR, que testa novos medicamentos e vacinas para prevenir o HIV.

“As pessoas que eram candidatas ao estudo terão efeitos adversos sobre a saúde porque o estudo foi interrompido repentinamente”, disse Daniel à AFP.

Sua própria equipe de seis jornalistas científicos que coletam informações sobre questões de saúde também perdeu o emprego.

“Muitas pessoas morrerão por falta de conhecimento”, ele reclama. “Uma das principais estratégias para reduzir os números do HIV na África é fornecer informações. Isso inclui aumentar a conscientização sobre sexo, bem como sobre tratamentos como lenacapavir (um antirretroviral), profilaxia pré e pós-exposição e outros medicamentos”, argumenta.

- Vida ou morte -

Fundada em 1961, a USAID tem um orçamento anual de mais de US$ 40 bilhões (231 bilhões de reais) usado para promover programas de desenvolvimento, saúde e humanitários em todo o mundo, especialmente em países pobres.

Mas os programas de HIV não são os únicos afetados.

Um funcionário de um programa financiado pela USAID no Quênia diz que a decisão de Trump foi “uma bomba” e deixou as pessoas em “pânico”.

“Teremos mais pessoas sucumbindo a doenças como tuberculose e cólera”, diz essa fonte.

Sua organização agora não pode pagar aluguel ou salários, portanto, seus funcionários foram colocados em licença compulsória não remunerada.

Em um escritório da USAID em Adis Abeba, na Etiópia, a AFP encontrou na quarta-feira funcionários esvaziando suas mesas.

Apesar da isenção de Rubio, “ainda há muita incerteza”, disse um funcionário de uma ONG que trabalha com segurança alimentar em zonas de conflito.

“O que constitui um trabalho que salva vidas - as vacinas salvam vidas ou os programas de nutrição para os gravemente desnutridos?”, pergunta esse trabalhador humanitário, que pede para permanecer anônimo.

“A interrupção de alguns desses programas, mesmo que por alguns dias, pode fazer a diferença entre a vida e a morte para algumas das pessoas que atendemos”, diz ele.

Como muitos outros, o jornalista queniano Daniel acredita que o impacto da decisão poderia ter sido atenuado com um aviso prévio.

“Já temos muitas emergências no mundo. Não há necessidade de acrescentar mais uma".

A.Padmanabhan--DT